Pokémons invadiram a escola! E agora?

Pokémons invadiram a escola! E agora?

Pokémon Go é uma febre! Saiba como utilizá-lo nas aulas de várias disciplinas.

Pokémon Go. Se você ainda não sabe do que se trata a gente te explica tudinho > AQUI.

Na sala de aula, a discussão sobre o impacto do jogo é inevitável. Há um novo comportamento sendo construído e ele traz implicações para todos nós. Como as pessoas ficam nas ruas, com o celular na mão, sem olhar para os lados, existe um risco grande de acidentes e até assaltos. Além disso, é possível aproveitar as ferramentas do jogo para desenvolver atividades em várias disciplinas. Conversamos com o professor Alan Costa, pesquisador associado do NACE Escola do Futuro da USP e gestor técnico de Esportes e Lazer da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo. Ele nos deu algumas ideias para inspirar o seu trabalho em várias disciplinas. Confira abaixo:

1. Geografia: Pokémon Go só funciona com geolocalização e privilegia monumentos na estrutura do jogo. É um bom modo de discutir a confecção de mapas e o papel desses pontos de referência na lógica do lugar. Por exemplo, se há um pokéstop em uma universidade, pode-se perguntar: Por que esse prédio foi escolhido? De que maneira essa faculdade modificou a paisagem desse lugar?

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2. Matemática e Ciências: Um dos mais importantes atrativos do jogo é a realidade aumentada. Por meio dela, é possível enxergar, na tela do celular, o pokémon dentro da realidade concreta. Discutir os conceitos e implicações dessa ferramenta desperta a curiosidade dos alunos e rende várias atividades. Converse sobre que outros jogos usam esta ferramenta e promova leituras e pesquisas sobre como a realidade aumentada pode colaborar com o desenvolvimento de áreas como a Medicina, por exemplo.

Veja Mais: Decoração Biblioteca de Pokémon GO

3. História: É possível explorar tanto a evolução dos videogames historicamente quanto a questão da privacidade. Quando se participa de um jogo online, quantas informações se dá ao software? No caso desse game, os desenvolvedores podem tanto saber qual é o percurso que você faz quanto fotografar dentro desses ambientes. Discutir as implicações disso é uma boa maneira de trabalhar a análise crítica dos alunos quanto às estruturas sociais e hábitos contemporâneos. Pergunte se alguém costuma ler os termos ou regras que o aplicativo apresenta no momento de cadastro. Nos anos finais, você pode assistir e debater o documentário Sujeito a Termos e Condições (Terms and Conditions May Apply) com a turma.
4. Educação Física: Um dos destaques do jogo é fazer a pessoa sair do lugar. Afinal, se você ficar parado em um mesmo local, não consegue completar as tarefas necessárias. Aproveitando esta dinâmica, pode-se gamificar uma modalidade esportiva, montando um circuito em que o grau de dificuldade vai aumentando. Os alunos são organizados em duplas: um fica com o celular filmando o outro completar o desafio. Os estudantes revezam nas funções e, se vencido o desafio, muda-se de fase. Na roda de conversa, deixe que todos digam como foi participar da atividade. Dialogue, também, sobre a passividade gerada pelos videogames. Que outros jogos os alunos conhecem que fazem com que eles saiam do sofá? Se houver outros exemplos, você pode organizar uma experimentação de vários games.

Matéria Original: Nova Escola

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